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Mostrando postagens de 2017

NOTAS GENEALÓGICAS - PEREIRA DA COSTA

Por José Aluísio Botelho e Eduardo Rocha

1 Joaquim Pereira da Costa, nascido em 1833 no arraial de Traíras, Província de Goiás, filho de Manoel Pereira da Costa e de Teodósia Alves Ribeiro, veio para Paracatu na adolescência, por volta de 1848, aonde se fixou definitivamente e lá faleceu em 26/01/1921; foi casado com Franklina de Pina e Vasconcelos, filha natural de Izabel de Pina e Vasconcelos e de pai incógnito (Pedro da Serra?); neta materna do major João de Pina e Vasconcelos e de Teodora Maria de Melo.
Transcrição do assento do casamento: “Aos oito de maio de mil oitocentos e cincoenta e oito feitas as diligências de estillo em casas de morada do sr. Major João de Pina e Vaasconcelos em presença das testemunhas Francisco de Paula Carneiro Franco e Joõa Crysostomo Marques de Oliveira, o reverendissimo parocho desta freguesia de santo Antonio da Manga Miguel Archanjo Torres juntou em matrimonio por palavras de presente o nubente Joaquim Pereira da Costa de idade de vinte e cinco anno…

NOTAS GENEALÓGICAS - AQUINO E MOURA

Por José Aluísio Botelho e Eduardo Rocha
1 Alferes Thomaz de Aquino de Moura, nascido em 07/03/1827 e falecido em 05/07/1902 em Paracatu; exerceu o comércio e a profissão de ourives; Nota1: Thomaz de Aquino e Moura aparece em documentos por nós consultados referido como Thomaz de Aquino e Moura Brochado. Casou em 08/10/849 com Jacinta Joaquina de Santana, nascida em 1831 e falecida em 30/10/1897;

NOTAS GENEALÓGICAS - OS GAIA DE UNAÍ, MINAS GERAIS

POR JOSÉ ALUÍSIO BOTELHO
(Mandado por Geralda Gislene Torres Gonçalves), com adaptações e acréscimos.
Sobrenome toponímico originário de Vila Nova de Gaia, região metropolitana do Porto, Portugal. Por volta de 1845, na poeira do padre cônego Miguel Arcanjo Torres, nomeado vigário-geral da comarca de Paracatu, vieram Porfírio e Martinho Gaia, parentes, provavelmente oriundos de Santana de Ipanema, estado de Alagoas.
1 Capitão Porfírio Rodrigues Gaia, casado com Flávia de Melo Franco, filha de Francisco de Melo Franco Bueno, falecido em 1844 aos 33 anos, e de Mariana Pimentel de Ulhoa (primeiro casamento desta).

Filhos:
1.1 Manoel Rodrigues Gaia, falecido solteiro aos 27 anos de idade em 11/04/1896 na cidade de Palma, MG; normalista pela Escola Normal de Paracatu em fins de 1886, professor público, artista plástico por excelência;

1.2 João Gaia, casado com Luzia Alves de Souza, com quem teve a filha única:

1.2.1 Flávia Gaia Alves, casada com Djalma Torres, escrivão do crime por longos anos e…

MESTRE DE CAMPO MANUEL NUNES VIANA - CONTRIBUTO À GENEALOGIA DO SERTÃO DO RIO SÃO FRANCISCO

Por José Aluísio Botelho

Manoel Nunes Viana foi um personagem lendário que viveu em Minas Gerais no período colonial, retratado em vasta literatura histórica, que estuda a trajetória deste português nos sertões mineiros, notadamente, no norte de Minas, às margens direita do Rio São Francisco em direção dos currais da Bahia e Pernambuco. Na Web, encontra-se uma profusão de narrativas a seu respeito e a seus feitos, sendo que algumas delas são eivadas de episódios épicos sem nenhuma comprovação documental, dando ao personagem epítetos mitológicos. Manoel Nunes Viana veio para o Brasil na última década do século dezessete, e parece ter inicialmente aportado em Salvador, de onde passou para os sertões mineiros, mais precisamente, para a freguesia de Barra do Rio das Velhas, termo de Serro do Frio, comarca de Sabará. Nesta região, amealhou bens de raiz, como por exemplo, a lendária fazenda Tábua ou Jequitaí, sempre em sociedade universal com seu parente ManoelRodrigues Soares*, falecido por …

PARACATUENSES COIMBRÃOS

Por José Aluísio Botelho

Durante o período colonial, desde os descobertos de 1744 até 1822, quando da independência do Brasil, raros foram os filhos de Paracatu que estudaram na Universidade de Coimbra. Embora a historiografia oficial nos dá notícia da grande produção de ouro nas minas do Paracatu, parece que não se formaram famílias abastadas o suficiente para sustentar filhos estudando na Europa. No site da Universidade de Coimbra localizamos as matrículas de somente cinco estudantes paracatuenses, sendo três nascidos nos tempos de arraial, e dois nascidos na recém-criada vila de Paracatu do Príncipe. Acrescentamos à lista pela relevância, um filho de paracatuense, nascido em Paris, que se tornaria um dos grandes do segundo império, com o título de Visconde de Uruguai, bem como o Dr. José Gregório de Moraes Navarro, embora natural de Pitangui, teve papel crucial na instalação da Vila de Paracatu em 1799. Na maioria das matrículas, o nome dos pais não são referidos. Portanto, ao fim d…

PRESCILIANA DE SIQUEIRA TORRES Por José Aluísio Botelho

Presciliana de Siqueira Torres foi mãe solteira na segunda metade dos oitocentos. Carregava sobrenome de peso, originário no estado de Alagoas: lá, o sobrenome, tradicional, despontava na figura do poderoso político alagoano Joaquim Antonio de Siqueira Torres, o Barão de Água Branca. Em Paracatu, no mesmo milésimo, viveu um irmão do Barão, o não menos poderoso chefe da igreja católica na região, Cônego Miguel Arcanjo de Siqueira Torres. Na poeira do padre, vieram alguns parentes que galgaram projeção social em Paracatu e alhures como os coronéis Luiz Vieira de Siqueira Torres e Antonio de Siqueira Torres, sobrinhos do reverendo.
Não sabemos onde Presciliana nasceu e se era aparentada das 
pessoas citadas, ou se veio alforriada das senzalas, negra ou
miscigenada, com o sobrenome emprestado de seus antigos
senhores, comum à época.
Presciliana foi uma, dentre tantas outras mulheres que viveram no século dezenove, vítima do domínio patriarcal e machista vigente à época, submissa, e explorada…