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OS MELO FRANCO


Por José Aluísio Botelho
Família de origem portuguesa, cujo fundador no Brasil, João de Melo Franco, que veio para o Brasil aos 30 anos de idade, partindo de Lisboa, onde aprendeu o ofício de Fundidor de cobre, rumo ao Rio de Janeiro; em 1755 já estava no arraial de São Luiz e Santana das Minas do Paracatu.
Era natural da freguesia de Nossa Senhora da Purificação, lugar de Bucelas, patriarcado de Lisboa, filho legítimo de José da Costa Franco e de sua mulher Paula Maria de Oliveira. Nasceu a 7 de outubro de 1721, e faleceu em Paracatu em 1796. Casou aí, com Ana de Oliveira Caldeira, natural de Cotia, São Paulo, onde nasceu a 5 de abril de 1739, filha legítima de Antonio de Oliveira Caldeira, nascido a 24 de setembro de 1708 em Santos e de Josefa Nunes da Costa, nascida a 26 de fevereiro de 1722 em Cotia. 
Curiosidade: segundo Afonso Arinos de Melo Franco, João de Melo Franco ditou seu testamento ao seu escravo Serafim de Melo Franco, que o redigiu. Abaixo o assento de batismo de Serafim.
Matriz de Santo Antônio da Manga

João de Melo Franco e Ana de Oliveira Caldeira, tiveram os seguintes filhos:

1 – Francisco de Melo Franco, nascido a 17 de Setembro de 1757 em Paracatu, Minas Gerais. Formou em medicina na Universidade de Coimbra em 1786 e tornou-se um dos mais importantes médicos na corte portuguesa em sua época: o Alvará de 09 de junho de 1793, de D. Maria I, nomeou-o médico honorário da Real Câmara e o Alvará de 03 de agosto de 1796, lhe deu foro de Cavaleiro Fidalgo; foi autor de trabalhos científicos e literários bastante conhecidos, como “Reino da Estupidez”. A pedido de uma representação do Concelho de Estado, assinou em 1792 com vários outros colegas médicos, atestado de incapacidade da Rainha  D. Maria I, para expedir negócios do governo. Alcançado pelos braços da inquisição em 1777, preso em Coimbra durante quatro anos, quando conheceu sua futura mulher Rita Alvarenga de Castro (no tribunal do santo ofício da inquisição ela é identificada como Rita Bárbara Margarida de Castro), natural de Coimbra, filha de Francisco José de Castro, cujo casamento ocorreu a 28 de dezembro de 1791. Tiveram os filhos descobertos:

1.1 – Dr. Justiniano de Melo Franco, nasceu em Lisboa em 1774. Formou-se em medicina na afamada Universidade Geórgia Augusta de Göttingen,Alemanha. De fé católica, casou com a luterana Ana Carolina Overbeck, natural de Lippstadt, região administrativa de Ansberg, Westfalia do norte, batizada em 01/03/1780 em Kaldenkirchen, filha de Carl Friedrich Overbeck e de Wilhelmina Duerselen. Faleceu ela aos 92 anos de idade em Rio Claro a 03 de setembro de 1872. Clinicou em Hamm, também na Alemanha, onde nasceram dois de seus filhos. Retornou à Lisboa em 1813, atuando de forma ativa na instituição vacínica de Lisboa. Em 1814 foi introduzido na Academia  Real de Ciências de Lisboa, por influência de seu pai. Também através de seu pai, foi -lhe concedido o Hábito da Ordem de Cristo. Em 1819,veio para o Brasil a convite do governo português para criar o Instituto Antivariólico, oficializado em 1820. Um ofício do príncipe regente expedido em 1821, conferiu-lhe, por nomeação, o grandioso   título de "juiz delegado comissário de físico-mor do reino, em São Paulo". Foi diretor do Hospital Militar,e inspetor- geral de Vacinação. Escreveu duas memórias, uma sobre Vacinação e outra sobre a Cadeira de Obstetrícia do Professor Stein. Radicou-se definitivamente em São Paulo, em uma aprazível chácara no Braz, onde iniciou o tronco paulista da família Melo Franco, pelo casamento dos filhos. Faleceu a 26/7/1839, sendo sepultado no jazigo da Ordem Terceira do Carmo. Filhos:
1.1.1 - Elisa Justina de Melo Franco, viscondessa de Rio Claro. Natural de Göttingen, nascida em 1806. Falecida em 1891 em Rio Claro;
1.1.2 - Maria Henrietta Emma de Melo Franco, natural de Hamm, nascida a 29/09/1810;
1.1.3 - Julius de Melo Franco, nascido em 24/05/1812 em Hamm;
1.1.4 - José Roberto de Melo Franco, natural de Lisboa;
1.1.5 - Maria Luísa de Melo Franco, natural de Lisboa;
1.1.6 -Francisco de Melo Franco, natural de Lisboa;
1.1.7 - Ana de Melo Franco, natural de Lisboa ;
1.1.8 - Luciano de Melo Franco, natural de Lisboa;
 1.1.9 – Carlos Augusto de Melo Franco, nascido na freguesia do Braz a 22/08/1819;
1.1.10 – Francisco Eduardo de Melo Franco, nascido na freguesia do Braz a 22/11/1820;
1.1.11– Maria Paulina de Melo Franco, nascida na freguesia do Braz a 19/02/1823, batizada in articulo mortis (perigo de vida);

1.2 – Cadete Francisco de Melo Franco, Fidalgo da Casa Imperial, viveu em Sabará, Ouro Preto, e Rio de Janeiro; herdou do pai em 1814, o oficio vitalício de escrivão da fazenda dos defuntos e ausentes, capelas e resíduos da comarca de Sabará. Fundou a loja maçônica de Sabará (1834), foi procurador da Santa Casa de Ouro Preto (1827), e vereador na mesma cidade. Em 1837 cedeu a propriedade dos quatro ofícios de Escrivão da Provedoria de Capelas e Resíduos das Vilas de Paracatu, Pitangui e Sabará, e foi agraciado com a serventia vitalícia do ofício de escrivão da Provedoria das Capelas e Resíduos da Corte, pelo decreto real de 18/02/1837. Casou com Bernarda Umbelina de Melo, da família Nogueira da Gama, por volta de 1813. Antes do casamento tiveram a filha Rita de Cássia, batizada como exposta a Jacinto Coelho em 22/07/1812, legitimada em 03/06/1824 na Catedral de Mariana; outros filhos:
1.2.2 - Carlos, batizado 14/05/1817; foi padrinho por procuração o seu tio-avô Reverendo Vigário Joaquim de Melo Franco;
1.2.3 - Maria Carolina de Melo Franco, batizada em 22/09/1824, Ouro Preto; casou com seu parente Inácio José Nogueira da Gama, cônsul do Brasil em Luanda;
1.2.4 - Ignácio, nascido em 08/09/1825, e batizado em 14/10/1825, Ouro Preto;
1.2.5 - Júlia, nascida em 17/11/1826, e batizada em 17/01/1827, Ouro Preto;
1.2.6 - Francisco Antonio de Melo Franco, falecido no Rio de Janeiro em 1850, sendo sepultado no cemitério da Ordem Terceira de São Francisco.

Fontes: Jornais da época ; familysearch images records ;

1.3 –  Maria de Melo Franco, falecida em 1828 no Rio de Janeiro;

1.4 - Ana de Melo Franco, falecida em 1844 no Rio de Janeiro;

2 – Francisca de Melo Franco, já era falecida em 1813 ;

 3 – Na dúvida, Maria Senhora de Melo, casou em Paracatu com Joaquim Leonardo Ferreira da Rocha. Fixou residência em Piedade (atual Turmalina), norte de Minas Gerais. Tiveram o filho que descobri :
3.1 – Sargento de milícias Manuel Leonardo da Rocha Pompeu, nascido em 1789 e falecido em 1869. Casou com Ana Pinheiro Torres, com numerosa descendência;

 4 – Rosa de Melo Franco, nascida em 30/07/1764, em 1815 vivia na Vila de Paracatu do Príncipe;
Batismo de Rosa Melo Franco

5 – Ana de Melo Franco, casou em Paracatu com José de Barros Albuquerque, natural de Pernambuco; filho:

5.1 – Joaquim de Melo Albuquerque (seu Melo), senhor da Fazenda Córrego Rico, onde faleceu a 14 de Novembro de 1880, aos 71 anos, acometido por pneumonia. Foi casado com Manoela Pacheco de Carvalho, falecida em 24/12/1879 aos 63 anos, filha do capitão Manoel Pacheco de Carvalho e de Basília Roquete Franco. Descendência:
5.1.1 – Manoel Ramiro de Melo Albuquerque, nascido em 14/09/1845; foi casado com Francisca Cândida Meireles;
5.1.2 – Ana de Melo Albuquerque,foi casada com Pedro Antônio Roquette Franco, falecido em 01/03/1882 aos 63 anos;
5.1.3 – Rosália de Melo Albuquerque;
5.1.4 – Elvira de Melo Albuquerque;
5.1.5 – Matilde de Melo Albuquerque, falecida em 1909 em Araguari, MG, de crise asmática; foi casada com o capitão Nelson Dario Pimentel Barbosa;
5.1.6 – Maria de Melo Albuquerque;

6 – Joana de Paula da Conceição de Melo Franco, sem informações;

7 – Beatriz de Melo Franco, casada que foi com o Guarda-mor Luiz José de Sousa Barros, natural da freguesia de São João do Souto, distrito de Braga, Portugal, filho legítimo de Luis Manoel de Barros Sousa e Alvim e de Maria Francisca Dias, também naturais de São João do Souto; ele
faleceu na Vila de Paracatu do Príncipe aos 07 de outubro de 1816, sendo sepultado na Capela do Amparo - vide imagem:
Óbito de Luís José de Barros

8 – Brígida de Melo Franco, batizada em 23/05/1774, sem mais informações;
Batismo - Brígida de Melo Franco

9 – Bárbara de Melo Franco, nascida em 14/12/1775 e batizada em 14/01/1776. Casada com Manoel da Costa Cardoso, também natural do arraial de Paracatu, escrivão da câmara por ocasião da criação da vila de Paracatu do Príncipe em 1799.
Batismo - Bárbara Melo Franco
Filhos descobertos:
9.1 - Maria Antônia de Melo Franco, casada com Pedro Antonio Roquete Franco, pais de Pedro Roquete Franco (seu Pedrinho);
9.2 – Ana Maria de Melo Franco, nascida em 1804, foi a terceira esposa de Comendador Joaquim Pimentel Barbosa, cujo casamento se deu após o nascimento dos filhos, em 26/04/1842. Tiveram os filhos:
9.2.1 – Franklina Laura Pimentel Barbosa, adiante;
9.2.2 – Flávia Pimentel Barbosa;
9.2.3 – Zenóbia Pimentel Barbosa, nascida em 1835.
9.2.4 – Nelson Dario Pimentel Barbosa;

 10 - Tomásia de Melo Franco, em 1815 vivia na Vila de Paracatu do Príncipe;

11 - Vigário Joaquim de Melo Franco (1780-1842) - como a maioria dos padres de seu tempo, constituiu família com Maria Francisca da Cunha Branco, e deles descendem o tronco mineiro da família. Filhos:

11.1 – Tenente-coronel Dr. Francisco de Melo Franco, nascido em 1809 e falecido em abril de 1858, na Bagagem, atual Estrela do Sul, Minas Gerais (vide imagem abaixo).

                                                    Notícia de jornal - Periódico "Brasil Comercial" do RJ
                                                                               24 de abril de 1858
 Poeta bissexto, coronel da Guarda Nacional em Paracatu, foi deputado geral do Império. Com Dona Ana Maria Pimentel de Ulhoa, teve os filhos:
11.1.1 – Teofânia de Melo Franco, nascida em 30/10/1848;
11.1.2 – Aníbal de Melo Franco;
11.1.3 – Isolina de Melo Franco;
11.1.4 – Iracema de Melo Franco;
11.1.5 – Getúlio de Melo Franco, nascido em 31/05/1847;
11.1.6 – Francisco de Melo Franco;
11.1.7 – Herculano de Melo Franco, nascido em 16/12/1849;
11.1.8 – Jesuína de Melo Franco;
11.2 – Dr. Manuel de Melo Franco, nascido em Paracatu a 31 de janeiro de 1812 e falecido a 03 de novembro de 1871 no Rio de Janeiro. Advogado, médico formado na Universidade de Montpellier, França, foi um dos líderes do Movimento Liberal em Minas Gerais em 1842, deputado provincial e geral do Império. Casou com Maria Rita Bandeira Gouveia, filhos:
11.2.1 – Dr. Joaquim Bandeira de Melo;
11.2.2 – Luísa de Melo Franco, foi casada com o Dr. Manuel Tomaz de Porciúncula, Presidente do Estado do Rio de Janeiro;

11.3 – Antonia Maria de Melo Franco, nascida em 22/11/1813, e batizada aos 19 de dezembro do mesmo ano; faleceu em 24/09/1879. Casou por volta de 1838 com o tenente José Martins Ferreira, nascido em 1808, filho de Joaquim Martins Ferreira e de Severina de Jesus Ferreira; neto paterno de Ambrósio Martins Ferreira, natural dos Açores, e de Joana de São João Batista, natural de Maragogipe, Bahia;
Batismo Antonia de Melo Franco
Filhos:
11.3.1 – Virgílio Martins Ferreira, nascido a 29 de Agosto de 1839 e falecido a 31 de Dezembro de 1922. Farmacêutico e Advogado formado respectivamente em Ouro Preto e na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo, foi Juiz de Direito em Goiás e Minas Gerais, deputado geral do Império e senador constituinte estadual mineiro. Casou com Ana Leopoldina Pinto da Fonseca, filha de João Crisóstomo Pinto da Fonseca Júnior e de Franklina Laura Pimentel Barbosa. Tiveram os filhos:
11.3.1.1 – Afonso Arinos de Melo Franco, nascido em 1868, autor de vários contos e romances, sendo considerado o primeiro escritor regionalista brasileiro. Sua obra mais conhecida “Pelo Sertão”,é uma coletânea de contos regionais relacionados com sua terra natal, Paracatu.Diplomata era cônsul do Brasil na Espanha, quando faleceu em 1916. Foi casado com Antonieta do Prado;
11.3.1.2 – Afrânio Otingy de Melo Franco, notável político e diplomata brasileiro, nascido em 25 de fevereiro de 1870, e falecido em 01 de janeiro de 1943. Foi casado com Sílvia Alvim, filha de Cesário Alvim, Presidente de Minas. Tiveram os filhos:
11.3.1.2.1 – Caio de Melo Franco;
11.3.1.2.2 – Virgílio Alvim de Melo Franco;
11.3.1.2.3 – Afonso Arinos de Melo Franco Sobrinho, foi um dos mais importantes intelectuais brasileiros. Dentre suas obras, escreveu “Um Estadista na República”, em memória a seu pai Afrânio; político conservador ocupou diversos cargos públicos ao longo de sua vida, tanto no poder executivo como no poder legislativo;
11.3.1.2.4 – João Vítor de Melo Franco;
11.3.1.2.5 – Afrânio de Melo Franco, o Afraninho;
11.3.1.2.6 – Zaide de Melo Franco;
11.3.1.2.7 – Cesário de Melo Franco;
11.3.1.2.8 – Maria do Carmo de Melo Franco Nabuco;
11.3.1.2.9 - Sílvia Amélia de Melo Franco;
11.3.1.2.10 – Ana Leopoldina de Melo Franco;
11.3.1.3 – Antonio de Melo Franco;
11.3.1.4 – Adelmar Columbiano de Melo Franco;
11.3.1.5 – João Huniade de Melo Franco;
11.3.1.6 – Dália de Melo Franco, mãe de Rodrigo de Melo Franco de Andrade;
11.3.1.7 – Violeta de Melo Franco;
11.3.1.8 – Armínio Paraguaçu de Melo Franco.
Outros filhos do tenente José Martins Ferreira e de Dona Antônia Maria de Melo Franco: Francisco, falecido em 04/05/1883 aos 26 anos, Emigdio de Melo Franco, falecido em 27/10/1883, Eudóxia, Amália, Maria, Teófilo, Joaquim, Lauro, e José. Observação – alguns adotaram o apelido paterno, outros o materno.

11.4 – Antonio de Melo Franco, nascido em 24/11/1816; teve uma filha natural, Maria Gomes de Andrade;

11.5 – Dr. José de Melo Franco, médico formado na Itália, viveu sempre no sertão. Casou com a italiana Júlia Guide, sem sucessão; Obs.: teve filhos naturais;

11.6 – Justiniano de Melo Franco, casado com Pulquéria Gonçalves de Matos. Teve o filho Cristiano de Melo Franco, nascido em 2/11/1845 e batizado em 25/07/1847; falecido em 09/06/1908; advogado formado pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, exerceu o cargo de promotor em Paracatu por quatro anos; advogou por toda a vida, e gozou de merecido reconhecimento na profissão; com Maria Pereira da Silva deixou uma filha natural, Pulquéria de Melo Franco, que foi casada com o português Antonio Cordeiro;
11.7 – Dr. Bernardo de Melo Franco, nascido em Paracatu a 26 de maio de 1821 e aí falecido a 4 de agosto de 1880, no estado de solteiro; médico formado na Itália, chefe do partido conservador em Paracatu, foi deputado geral do Império. Com Maria Cândida Mundim teve os filhos:
11.7.1 – Bernardo de Melo Franco Filho, nascido em 07/10/1847 e falecido em 18/12/1879 aos 32 anos, solteiro;
11.7.2 – Henrique de Melo Franco;
11.7.3 – Júlio César de Melo Franco, nascido em 16 de novembro de 1860, e falecido em 1912; foi figura de destaque na sua aldeia, sobressaindo no magistério, na imprensa e na política. considerado o fundador da imprensa em Paracatu com o jornal "O Luzeiro", militou no Partido Liberal, e foi fundador do Clube Republicano de Paracatu; ocupou a cadeira de francês da extinta Escola Normal. Foi farmacêutico, licenciado pela antiga junta de saúde do Rio de Janeiro; devido a sua pobreza, os o presentearam com uma farmácia, para ganhar a sua subsistência. Filantropo, nada cobrava dos necessitados, sendo considerado o médico prático dos pobres; foi casado com Benedita Gonçalves dos Santos, filha do Tenente Luiz Gonçalves dos Santos e de Manoela de Sá Guimarães, e deixou quatro filhos;
11.7.4 – Adelaide de Melo Franco, falecida em 17/04/1879 aos 22 anos; foi casada com o músico Manuel Rodrigues Barbosa; filha única: Antonieta de Melo Barbosa;
11.7.5 – Clarindo de Melo Franco (1850-1907), professor e jornalista, casou com sua prima Theofânia de Melo Franco, e foram pais de:
11.7.5.1 – Bernardo Caparucho de Melo Franco, nascido em 1880;
11.7.5.2 – Júlio de Melo Franco;
11.7.5.3 – Magnólia de Melo Franco;
11.7.5.4 – Iracema de Melo Franco;
11.7.5.5 – Ondina de Melo Franco;
11.7.5.6 - Joanita de Melo Franco, que foi casada com Joaquim Gonçalves de Carvalho;
Clarindo de Melo Franco casou 2ª vez com Ana... e teve outras duas filhas a saber: Mineirita e Guiomar de Melo Franco;
11.7.5.7 - Tereza de Jesus de Melo Franco, casada com Francisco de Paula Sousa Júnior, com descendência;
11.7.6 -Joaquim de Melo Franco, casado em Paracatu aos 17/11/1889 com Franklina Ferreira Souto, filha de Manoel Ferreira Souto e de Maria José Ferreira;



 Desentroncados, mas que alcançaram projeção na primeira metade do século XIX em Paracatu, foram Francisco de Melo Franco Bueno, professor e latinista brilhante, morto aos 33 anos em 1844, e Francisco Antonio de Assis, sobrinhos do padre Melo Franco. Francisco Antonio de Assis teve participação preponderante na política local entre 1820 e 1840. Deixou uma filha Eduvirges Antonia Salonina de Assis. Ordenou-se padre na velhice, falecendo em 09/02/1844. Netos de Francisco Antonio de Assis, filhos de Eduvirges:
1 - Francisco Themístio de Assis;
2 - Padre José Teobaldo de Assis;
3 - Elisa Clélia de Assis.
Francisco de Melo Franco Bueno foi casado com Mariana Vitória Pimentel de Ulhoa, de quem teve a filha descoberta:
1 - Flávia Ulhoa de Melo Franco, casada com o capitão Porfírio Rodrigues Gaya, com descendência.


      ASCENDÊNCIA DE JOÃO DE MELO FRANCO 

Pais:

José da Costa Franco, batizado em Bucelas 20/07/1687; já era falecido em 1736, por ocasião do casamento da filha Joana; Paula Maria de Oliveira, batizada em 07/02/1693 em Bucelas; o casamento se deu aos 06/01/1712 em Bucelas.

Filhos:

1- Maria, batizada aos 29/05/1712;
2 - Amador, batizado aos 04/11/1714;
3 - Joana Clara dos Serafins, batizada aos 15/11/1716; casou em Bucelas em 1736 com Salvador João;
4 - José, batizado aos 08/12/1718;
5 - João de Melo Franco, nascido aos 07/10/1721, e batizado aos 19/10/1721; foi seu padrinho Antonio de Melo da Silva, da Quinta do Melo;
6 - Francisco, nascido aos 19/04/1724;
7 - Bartolomeu, nascido aos 15/05/1726;

Avós paternos:

Antonio Franco, falecido em Bucelas aos 04/08/1724;
Páscoa Jorge, batizada em Bucelas aos 20/04/1648 (há dúvidas) e falecida no mesmo lugar aos 13/02/1716;

Avós maternos:

Antonio Ferreira e Izabel de Oliveira, batizada aos 21/02/1672, e falecida em 01/10/1698 em Bucelas; o  casamento se deu em 02/02/1689 em Bucelas;

Bisavós paternos:

Pais de Antônio Franco:

Outro Antônio Franco e ????;

Bisavós maternos:

Pais de Antonio Ferreira: 

Domingos Jorge e Izabel Ferreira que se casaram aos 08/1/1663 em Bucelas; Izabel Ferreira faleceu em 06/07/1690;

Pais de Izabel de Oliveira:

Martinho Ribeiro e Antonia Gomes que se casaram em Bucelas aos 19/10/1659.

Nota: não encontramos na ascendência nenhum parente que usou o sobrenome Melo. Ilação: não teria ele homenageado o padrinho João de Melo, adotando seu sobrenome, o que não era incomum em tempos idos?.

Atualização em 15/02/2018)

Ascendências de Ana de Oliveira Caldeira

Pais 

Antônio de Oliveira Caldeira, natural da vila de Santos, nascido em 24/09/1708; casado em Cotia , São Paulo em 1737 com: 
Josefa Nunes da Costa, natural de Cotia, nascida em 20/02/1722;

Ascendência Paterna

Avós 

Manoel da Cruz Caldeira, natural de Santos-o-Velho, Lisboa, Portugal, onde nasceu em 1680 - foi batizado aos 11 de maio do dito ano; falecido nas Minas Gerais; casado na vila de Santos em 06/11/1707 com:

Ana de Oliveira, natural dali, nascida em 1672 - batizada aos 17 de janeiro do dito ano;
Batismo Manoel Caldeira
Bisavós

Antônio Caldeira, natural da Índia (?);
Sabina Álvares, natural da Índia(?);
Nota: este casal foi trazido da Índia para Lisboa por certo Luís de Mendonça. Não eram casados.

Antônio de Oliveira e
Beatriz Correia, naturais da vila de Santos.

Ascendência materna

Avós

Salvador Nunes de Azevedo, natural da ilha de São Sebastião, capitania de São Vicente (SP), e nascido por volta de 1680; faleceu em Cotia aonde era morador;
Izabel da Costa, natural da freguesia de N.Sra. de Montserrat de Cotia.

Bisavós

Pais de Salvador Nunes de Azevedo - sem notícias;
Pais de Izabel da Costa:
Manoel Pacheco Gato, natural de Santo Amaro; foi morador em Cotia, aonde faleceu;
Francisca da Costa.

Trisavós

Outro Manoel Pacheco Gato, nascido em 1622 e falecido em 16/08/1692 em Santo Amaro, SP; casado por volta de 1680 com: 
Ana Veiga Paes.

Domingos Gonçalves da cruz, português, casado com:
Izabel da Costa (segue na Genealogia Paulistana, de Silva Leme, VIIIº, página 214).

Tataravós 

Manoel Pacheco, natural das ilhas açorianas (São Miguel ou Terceira);
Beatriz Borba Gato, natural da Ilha Terceira;
Capitão João Paes, e sua mulher

Suzana Rodrigues.






Fontes:

1 _ Caixa Grande, Adriles Ulhoa Filho, Belo Horizonte, 2004;
2 – Um Estadista na República, Afonso Arinos de Melo Franco;
3 – Arquivo pessoal;
4 – Memória Histórica de Paracatu, 1910, de Olímpio Gonzaga;
5 - Família Melo Franco, por Olímpio Gonzaga, in Revista Genealógica Brasileira;
6 - Biografia Justiniano de Melo Franco, escrita por Hélio Begliomini;
7 - Familysearch records;
8 - Projeto Compartilhar.


A reprodução, cópia integral, parcial ou de trechos, devem ser creditados a origem e o autor do trabalho.

Setembro de 2010. Última atualização: dezembro de 2017























Fontes:
1 _ Caixa Grande, Adriles Ulhoa Filho, Belo Horizonte, 2004;
2 – Um Estadista na República, Afonso Arinos de Melo Franco;
3 – Arquivo pessoal;
4 – Memória Histórica de Paracatu, 1910, de Olímpio Gonzaga;
5 - Família Melo Franco, por Olímpio Gonzaga, in Revista Genealógica Brasileira;
6 - Biografia Justiniano de Melo Franco, escrita por Hélio Begliomini;
7 - Familysearch records.

A reprodução, cópia integral, parcial ou de trechos, devem ser creditados a origem e o autor do trabalho.

Setembro de 2010. Última atualização: dezembro de 2017.

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CORONEL FRANCISCO CASADO DE LIMA: MEU TATARAVÔ PERNAMBUCANO

 Por José Aluísio Botelho

O coronel Francisco Casado de Lima nasceu na freguesia de São Pedro Gonçalves, vila de Santo Antonio do Recife em 1765. Único filho de outro Francisco Casado de Lima, natural de Serinhaém, e de Rosa Maria da Conceição, natural do Recife.Vide imagens de batismo do coronel e o do casamento dos seus pais:
Certidões
Era descendente dos Viscondes de Vila Nova de Cerveira e dos Condes de Castro Daire, em Ponte Lima, norte de Portugal, portanto, inserido na nobreza portuguesa. Foi homem de grande fortuna: herdou de seu pai o engenho Novo Cucaú e uma sesmaria em São José dos Bezerros, termo de Serinhaém, e possuiu inúmeras outras propriedades em Serinhaém, Rio Formoso e no Recife. Em 1776, aos doze anos de idade, solicitou habilitação para familiar do Santo Ofício da Inquisição, encerrado em 1788 (Torre do Tombo, Lisboa). Aos 13 anos de idade (pasmem) foi considerado habilitado para exercer o “emprego". Segundo a pesquisadora Zilda Fonseca, não existe nenhum regist…

DONA BEJA E AS DUAS MORTES DE MANOEL FERNANDES DE SAMPAIO

Por José Aluísio Botelho
A história que contaremos é baseada em fatos, extraídos de um documento oficial relativo a um processo criminal que trata de um assassinato ocorrido na vila de Araxá em 1836. O crime repercutiu no parlamento do império no Rio de Janeiro, provocando debates acalorados entre os opositores do deputado e ex-ministro da justiça, cunhado do acusado, como se verá adiante. Muitos podem perguntar porque um blog especializado em genealogia paracatuense, está a publicar uma crônica fora do contexto? A publicação deste texto no blog se dá por dois motivos relevantes: primeiro, pela importância do documento, ora localizado, para a história de Araxá como contraponto a uma colossal obra de ficção sobre a personagem e o mito Dona Beja, que ultrapassou suas fronteiras se tornando de conhecimento nacional. Em segundo lugar, porque um dos protagonistas de toda a trama na vida real era natural de Paracatu, e, portanto, de interesse para a genealogia paracatuense, membro que foi de t…