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SUBSÍDIOS PARA A HISTÓRIA DE PARACATU - O COMEÇO DE UMA BELA HISTÓRIA

Por José Aluísio Botelho
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PARACATUENSES COIMBRÃOS

Por José Aluísio Botelho

Durante o período colonial, desde os descobertos de 1744 até 1822, quando da independência do Brasil, raros foram os filhos de Paracatu que estudaram na Universidade de Coimbra. Embora a historiografia oficial nos dá notícia da grande produção de ouro nas minas do Paracatu, parece que não se formaram famílias abastadas o suficiente para sustentar filhos estudando na Europa. No site da Universidade de Coimbra localizamos as matrículas de somente cinco estudantes paracatuenses, sendo três nascidos nos tempos de arraial, e dois nascidos na recém-criada vila de Paracatu do Príncipe. Acrescentamos à lista pela relevância, um filho de paracatuense, nascido em Paris, que se tornaria um dos grandes do segundo império, com o título de Visconde de Uruguai, bem como o Dr. José Gregório de Moraes Navarro, embora natural de Pitangui, teve papel crucial na instalação da Vila de Paracatu em 1799. Na maioria das matrículas, o nome dos pais não são referidos. Portanto, ao fim d…

PRESCILIANA DE SIQUEIRA TORRES Por José Aluísio Botelho

Presciliana de Siqueira Torres foi mãe solteira na segunda metade dos oitocentos. Carregava sobrenome de peso, originário no estado de Alagoas: lá, o sobrenome, tradicional, despontava na figura do poderoso político alagoano Joaquim Antonio de Siqueira Torres, o Barão de Água Branca. Em Paracatu, no mesmo milésimo, viveu um irmão do Barão, o não menos poderoso chefe da igreja católica na região, Cônego Miguel Arcanjo de Siqueira Torres. Na poeira do padre, vieram alguns parentes que galgaram projeção social em Paracatu e alhures como os coronéis Luiz Vieira de Siqueira Torres e Antonio de Siqueira Torres, sobrinhos do reverendo.
Não sabemos onde Presciliana nasceu e se era aparentada das 
pessoas citadas, ou se veio alforriada das senzalas, negra ou
miscigenada, com o sobrenome emprestado de seus antigos
senhores, comum à época.
Presciliana foi uma, dentre tantas outras mulheres que viveram no século dezenove, vítima do domínio patriarcal e machista vigente à época, submissa, e explorada…

A INQUISIÇÃO EM PARACATU - RELATO DE UM CASO

Por José Aluísio Botelho
PADRE JOÃO DE SOUSA TAVARES
Desde que foi criado o Tribunal do Santo Ofício da Inquisição em fins do século quinze em Portugal, milhares de denúncias foram recebidas pela promotoria do Tribunal tanto de Portugal continental, como das colônias de além-mar, sendo que, a esmagadora maioria dos processos foram arquivados, porque não atendiam os requisitos para o prosseguimento das ações. Localizei na Torre do Tombo, no arquivo denominado Cadernos do Promotor, um desse processos, relativo ao arraial de São Luiz e Santana das Minas do Paracatu, datado de 1776, em que um padre foi acusado de possíveis crimes alcançáveis pelos braços da inquisição.
O HOMEM
Padre João de Sousa Tavares, era natural da cidade da Bahia (assim era a denominação, muitas vezes, dada à cidade de Salvador, na Bahia, então capital do Brasil colônia), bacharel em leis pela Universidade de Coimbra, aonde matriculou no curso de Leis em 01/10/1729, formando em 01/10/1734. O padre João de Sousa Tavares,…

PIONEIROS DO ARRAIAL DO OURO 23 - SOARES CHAVES

Por Eduardo Rocha
Introdução (texto escrito por José Aluísio Botelho)
Soares Chaves – sobrenome originário da ilha de Santa Maria, Açores.
Antonio Soares Chaves, natural da freguesia de Santo Espírito, Município da Vila do Porto, ilha de Santa Maria, Açores, passou as partes do Brasil na década de 1730, fixando em região mineradora no norte da capitania de Minas Gerais. A primeira notícia sobre ele, foi um documento de compra de um sítio em Rio das Pedras, distrito do Serro do Frio, datado de 1736; em 1739 ele requer e obtém carta de sesmaria do dito sítio, com quarto de légua em quadra. Só iremos encontrá-lo novamente em 1751, já morador no arraial de Paracatu, no sopé da serra da Contagem, região do ribeirão São Pedro, onde estava afazendado e vivia de sua roças, e fabricava telhas; o documento em tela se trata de um volumoso processo de devassa movido contra ele por juramento falso, injúria e difamação, decorrentes de uma pendenga de dívida não paga, de uma sorte de telhas feitas por …

TEXTOS INÉDITOS DE OLYMPIO GONZAGA - ÚLTIMA PARTE

Por José Aluísio Botelho

Disponibilizamos os derradeiros textos do autor paracatuense.


6) Litígio entre Minas e Goiás.

Fonte: Biblioteca Nacional do Brasil, manuscritos.



7) Sobre Paracatu. 

TEXTOS INÉDITOS DE OLYMPIO GONZAGA - SEGUNDA PARTE

Por José Aluísio Botelho

Dando prosseguimento as publicações de Olympio Gonzaga, trazemos os artigos:

3) Criação da Prelazia de Paracatu:




4) Sobre ele mesmo e suas obras: 



5) Notícias de Paracatu:



Fonte: Biblioteca Nacional do Brasil, manuscritos.

TEXTOS INÉDITOS DE OLYMPIO GONZAGA - PRIMEIRA PARTE

Por José Aluísio Botelho

Olympio Gonzaga e o Mimeógrafo (lembram-se dele?, ancestral das impressoras modernas)

Olympio Gonzaga foi professor primário por longos anos, coletor federal, jornalista, fotógrafo, escritor, e por último comerciante: foi proprietário de um Armazém de secos e molhados (como se dizia à época) em Paracatu: no seu estabelecimento comercial vendia-se de tudo, desde um simples urinol até, eventualmente, automóveis.
Lá instalou seu mimeógrafo, com o qual prestava serviços à comunidade a preços módicos, inclusive cópias de seus escritos.

Fonte: Afonso Arinos na intimidade, Biblioteca Nacional do Brasil, divisão de manuscritos.

A seguir, alguns destes textos:

1) Reclame.



2) Biografia do Dr. Afrânio de Melo Franco, seu protetor político, a quem professava profunda admiração. 

PIONEIROS DO ARRAIAL DO OURO 22 - MENDES TEIXEIRA

Por José Aluísio Botelho e Eduardo Rocha


Sobrenome originário do Concelho de Amarante, distrito do Porto. João Mendes Teixeira, da freguesia de Santa Maria de Fregim, casado em 13/04/1722 na igreja de São João Batista de Louredo, com Joana Teixeira, natural desta freguesia de